quinta-feira, 17 de outubro de 2013

As 14 melhores concepções de planetas alienígenas já criadas

As 14 melhores concepções de planetas alienígenas já criadasSempre que os astrônomos encontram um exoplaneta, eles somente podem imaginar como ele é, uma vez que nossos instrumentos ainda não são poderosos o suficiente para determinar todas as suas características.

Mas nossa imaginação tem uma porção de recursos visuais. E artistas já elaboraram uma variedade de imagens impressionantes para ilustrar os mais diversos tipos de planetas fora do nosso sistema solar.
Obs.: Clique nas imagens para ampliar
HD 189733b, um gigante de gás azul com uma temperatura de mais de 1000 graus Celsius e ventos de mais de 7.000 km/h. Está localizado a 63 anos-luz de nós.
HD 189733b
Um planeta com duas luas e anéis
Um planeta com duas luas e anéis
Amanhecer em um planeta distante
Amanhecer em um planeta distante
Planeta Calderis, do jogo Dawn of War II
Calderis
“Shattered” (destruído, em português)
Shattered
Planeta orbitando um pulsar
Planeta-pulsar
Chuva de meteoros no planeta I’KALX
Chuva de meteoros no planeta I'KALX
Exoplanetas habitáveis ​​descobertos pela NASA (da esquerda para a direita: Kepler-22b, Kepler-69c, Kepler-62e, Kepler-62F) e a Terra.
Planetas habitáveis
Exoplaneta 81 Ceti b, classificado como um “Super Júpiter” e localizado a 317 anos-luz de nós
Exoplaneta 81 Ceti b
Em torno da jovem estrela Beta Pictoris, localizada a 63 anos-luz da Terra
Beta Pictoris
Planetas e luas
Planetas e luas
O planeta extrasolar HD 102272 c, localizado a 1.200 anos-luz de distância na constelação de Leo
HD 102272 c
Eclipse alienígena
Eclipse alienígena
A morte de um planeta
A morte de um planeta

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Sonda da Nasa acha elemento plástico em lua de Saturno

Sonda da Nasa acha elemento plástico em lua de Saturno

 componente-plastico-espaco-saturno-the-history-channel
Nasa descobriu, pela primeira vez na história da exploração espacial, a presença indiscutível de um elemento da composição do plástico de origem extraterrestre. O achado foi feito pela sonda Cassini, que faz pesquisas em Titã, a maior das luas de Saturno. O estudo foi publicado no periódico Astrophysical Journal Letters. O composto foi detectado na atmosfera deste satélite por um espectrômetro infravermelho (CIRS, na sigla em inglês) da Cassini, que identificou uma pequena quantidade de propileno, um hidrocarboneto inodoro e incolor, que é uma das maiores matérias-primas da indústria petroquímica. Esta substância é empregada na fabricação de recipientes para armazenamentos, para-choques de veículos, entre outros produtos.
 
 componente-plastico-espaco-saturno-the-history-channel
 
A identificação do material pelo equipamento CIRS comprova uma forte suspeita que existe desde as primeiras observações de Titã na década de 80, quando surgiram indícios de que haveria uma grande quantidade de hidrocarbonetos na atmosfera deste satélite de Saturno. O vice-presidente de pesquisas do projeto Cassini explicou que "esta é uma nova peça do quebra-cabeça que fornecerá uma prova a mais de até que ponto entendemos o universo químico que compõe a atmosfera de Titã."
 
 componente-plastico-espaco-saturno-the-history-channel
Assista o video do cientista planetário da Nasa, Conor Nixon, explicando a origem desse material (EM INGLÊS):



- See more at: http://noticias.seuhistory.com/sonda-da-nasa-acha-elemento-plastico-em-lua-de-saturno#sthash.dWLgq7qW.dpuf

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Superterra tem atmosfera rica em água, diz estudo


05/09/2013 - 03h12

Superterra tem atmosfera rica em água, diz estudo

PUBLICIDADE
 
SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Ouvir o texto
Um grupo de astrônomos diz ter detectado a assinatura da atmosfera de um planeta que não tem análogo no Sistema Solar. E ela seria rica em água.
O trabalho foi liderado por Norio Narita, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, e usou dois instrumentos do Telescópio Subaru para investigar uma superterra ao redor da estrela anã vermelha GJ 1214, localizada a 40 anos-luz da Terra. Infelizmente, esse mundo é quente demais para abrigar vida.
As superterras são planetas com tamanho intermediário entre os menores gigantes gasosos do Sistema Solar (Urano e Netuno) e os maiores planetas rochosos (Terra e Vênus).
Como não há correspondente em nosso sistema planetário, os astrônomos têm vários modelos de como podem ser esses mundos. Agora, com essa nova observação, eles parecem ter mais segurança de que não se trata de uma versão em miniatura de Netuno.
"Se fosse igual ao nosso Netuno deveria ter mais hidrogênio", afirma Cássio Leandro Barbosa, astrônomo da Univap (Universidade do Vale do Paraíba) que não se envolveu com a pesquisa.
Divulgação/NAOJ
Concepção artística da estrela Gliese 1214, em azul, com o planeta GJ 1214b passando à sua frente, em preto
Concepção artística da estrela Gliese 1214, em azul, com o planeta GJ 1214b passando à sua frente, em preto
TRÂNSITO
Os pesquisadores têm a chance de analisar a atmosfera do planeta porque ele passa à frente de sua estrela periodicamente, num fenômeno conhecido como trânsito.
A luz da estrela, ao passar de raspão pelo invólucro gasoso daquele mundo, carrega sua "assinatura", que pode ser analisada pelos cientistas.
Contudo, não é fácil distinguir suas particularidades. O que os cientistas conseguiram ver é que não ocorre um espalhamento da luz que seria esperado se a atmosfera fosse rica em hidrogênio.
Sobra, portanto, o modelo que se apoia na grande presença de água. Mas os dados ainda não sugerem isso com absoluta confiança.
Por isso, os pesquisadores pretendem continuar observando, na esperança de obter mais medições que confirmem essa conclusão. O trabalho foi publicado no "Atrophysical Journal".

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Uma visita alienígena é mais fácil do que se pensava


Uma visita alienígena é mais fácil do que se pensava

Por  em 28.07.2013 as 13:00
k-bigpic
Um novo estudo sugere que, usando tecnologia avançada e efeitos gravitacionais, as vastas distâncias do tempo e do espaço podem ser superadas dentro das leis da Física, permitindo um contato imediato com uma facilidade surpreendente.
Usando o efeito estilingue para impulsionar sondas autorreplicantes através do espaço interestelar, uma civilização extraterrestre avançada deve ser capaz de visitar todos os cantos da galáxia em um surpreendentemente curto espaço de tempo. O Paradoxo de Fermi está de volta: a aparente contradição entre as altas estimativas de probabilidade de existência de civilizações extraterrestres e a falta de evidências para tais civilizações ou o contato com elas.

Taxa exponencial de expansão

A hipotética sonda autorreplicante (SRP), ou sonda Von Neumann, é uma ideia que tem sido pensada desde a década de 1940. Criada pelo brilhante matemático John von Neumann, é um sistema não biológico que pode se replicar. Von Neumann não estava pensando em exploração e colonização do espaço na época, mas outros pensadores, como Freeman Dyson, Eric Drexler e Robert Freitas,adotaram sua ideia exatamente justamente para isso.
Uma vez lançada ao espaço, uma SRP poderia viajar para um sistema estelar vizinho, e por meio de aplicações da robótica, montagem molecular, e inteligência artificial, buscar recursos para construir uma réplica exata de si mesma. Tudo o que precisaria fazer é encontrar um asteroide com os recursos materiais adequados.
ku-xlarge
Com base na sofisticação e finalidade da sonda, ela poderia estabelecer colônias em planetas apropriados (distribuir organismos biológicos ou robôs com inteligência artificial embutida, ou mesmo mentes pensantes virtualizadas). De forma mais simples, uma SRP poderia gerar sondas de Bracewell (uma sonda autônoma com o objetivo de procurar e se comunicar com civilizações alienígenas), o que poderia fazer contato com uma criatura inteligente ou uma civilização.
Depois da missão executada, ele geraria versões filhas de si mesmo, que seriam enviadas para o sistema estelar mais próximo.
O poder das SRP reside em sua capacidade de se replicar a uma taxa exponencial. A taxa inicial de exploração seria lenta, mas depois seria capaz de produzir, potencialmente, milhões e milhões de descendentes – a taxa de expansão aumentaria numa ordem de magnitude. Assim, mesmo a uma velocidade de cerca de um décimo da velocidade da luz, estas sondas podem abranger uma quantidade enorme de território num espaço de tempo relativamente curto, visto de uma perspectiva cosmológica.
O conceito da SRP tem alimentado grande parte do Paradoxo de Fermi, ou seja, a sugestão de que já deveríamos ter visto sinais de extraterrestres.

Estilingue dinâmico

E agora, com uma nova publicação de Arwen Nicholson e Duncan Forgan, do Instituto de Astronomia da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, o Paradoxo de Fermi apenas ficou consideravelmente pior.
Problemas potenciais ou inibidores para a propagação SRP incluem a energia e o tempo necessário para viajar a distância entre as estrelas – anos-luz. Uma sonda autoconstrutora requer motores de propulsão e uma fonte de combustível não só seria complicada, seria também muito demorada.
Mas, de acordo com o novo estudo, que foi publicado no Jornal Internacional da Astronomia, aliens (ou nossos descendentes no futuro) poderiam usar o efeito estilingue para impulsionar SRPs de estrela para estrela – um efeito já conhecido, usado para mover as sondas Voyager através do nosso sistema solar, pulando de planeta para planeta. Mas, para que funcione numa escala galáctica, as SRPs usariam manobras de estilingue em torno de estrelas, ganhando um impulso também a partir do movimento de cada estrela ao redor do centro galáctico – uma energia gigantesca, capaz de jogar estrelas e planetas pra fora da galáxia.
ku-xlarge (1)
Estas manobras têm pouco ou nenhum custo de energia extra.

A autorreplicação em tempo real

Curiosamente, Nicholson e Forgan assumiram a hipótese de que a sonda recolhe matéria (como poeira e gás) a partir do meio interestelar à medida que viaja através do espaço. Ela pode, literalmente, construir réplicas de si mesma enquanto está viajando – sem precisar de paradas.
“Uma sonda pai chega a nova estrela destino, e antes de se lançar no próximo estilingue enquanto dá voltas em torno da estrela, libera uma sonda réplica”, eles observam no estudo. “Tanto a sonda pai quanto a réplica usam o estilingue para aumentar a sua velocidade. À medida que o impulso de velocidade a partir de uma trajetória estilingue depende do ângulo entre as estrelas, a sonda pai e a réplica vão conseguir diferentes impulsos de velocidade, e assim terão diferentes estrelas destino”.
Usando esta técnica, uma civilização alienígena poderia enviar sondas que viajam mais rápido que 10% da velocidade da luz para cada sistema solar único na galáxia em apenas 10 milhões de anos – uma quantidade de tempo significativamente menor do que a idade da Terra.

Então, por onde andariam essas sondas?

Isto significa que uma civilização alienígena poderia (e deveria) ter chegado em nosso sistema solar até agora.
Então, onde estão as sondas? Ou as colônias?
A primeira e desapontadora possibilidade é que estamos de fato sozinhos, e não existe civilização alienígena para enviar as sondas. Mas isso é estranho e altamente improvável.
Também é possível que as sondas já estejam aqui, mas sejam invisíveis para nós. Ou não temos a tecnologia para detectá-las, ou elas estão ociosas esperando por algum momento ou ato nosso – quem sabe passarmos por algum tipo de teste ou limiar tecnológico.
Uma coisa é certa: conforme concluíram os pesquisadores, o estilingue até a estrela mais próxima continua a ser a maneira mais eficaz em tempo e esforço para explorar uma população de estrelas. [Io9Journal of Astrobiology]

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O misterioso hexágono de Saturno fotografado a partir de luz visível pela primeira vez

O misterioso hexágono de Saturno fotografado a partir de luz visível pela primeira vez

Por  em 2.05.2013 as 11:02
"A Rosa"
“A Rosa”
Desde sua descoberta, nos anos 1980, a tempestade hexagonal do polo norte de Saturno tem provocado curiosidade e especulações, até por parte dos cientistas. Recentemente, a sonda Cassini pode fazer uma passagem próxima e registrá-la em fotos e vídeo.
A partir desses dados, os cientistas sabem agora que o olho do furacão tem cerca de 2.000 km de diâmetro, 20 vezes maior que o tamanho médio do olho de um furacão terrestre. As nuvens finas e brilhantes na borda do furacão estão viajando a 150 metros por segundo dentro de uma estrutura maior, conhecida como o hexágono.
O furacão em Saturno tem diferenças substanciais em relação aos terrestres: praticamente não tem água, é muito maior, e gira a uma velocidade surpreendentemente rápida. Mesmo assim, ao estudar como o furacão de Saturno faz uso da pouca água do gigante, os cientistas esperam aprender alguma coisa sobre como são gerados e como se sustentam os furacões terrestres.
Outra diferença importante é que os furacões terrestres movem-se, enquanto este furacão parece estar preso no polo norte de Saturno. Possivelmente as mesmas forças que movimentam os furacões terrestres em direção ao norte mantenham o furacão de Saturno no seu polo norte.

Furacão antigo

A primeira imagem deste furacão e desta estrutura hexagonal foi feita pela sonda Voyager, quando passou pelo planeta na década de 1980. E a estrutura se manteve por mais de vinte anos, até a chegada da sonda Cassini.
Quando a nova nave chegou ao planeta, em 2004, o polo norte de Saturno estava escuro, pois era inverno naquele hemisfério. Ainda assim, a sonda captou imagens e dados com o espectrômetro de infravermelho.
2 - 744878main_pia14945-946
  • Misterioso hexágono de Saturno é fotografado de perto
  • O mapeamento de infravermelho revelou um enorme vórtex, mas uma imagem com luz visível só foi possível com a passagem do equinócio de Saturno, em agosto de 2009. E, para ver o polo, foi preciso modificar o ângulo da órbita da Cassini em torno de Saturno, uma manobra que depende da passagem pela lua Titã e requer planejamento cuidadoso, com anos de antecedência, para garantir que a espaçonave terá combustível para atingir outras órbitas planejadas e fazer outros encontros espaciais.
    3
    Nas imagens acima, as fotos que mostram o furacão na cor vermelha são imagens de cores falsas (tratadas para representar certos comprimentos de onda com cor diferente da natural, para destacar aspectos que os cientistas querem estudar).
    A primeira, chamada “A Rosa“, mostra nuvens baixas em vermelho e nuvens altas em verde. Esta imagem foi feita na verdade em novembro de 2012 e este tempo todo esteve sendo preparada para ser publicada. A imagem original, antes do processamento, pode ser vista aqui.

    quarta-feira, 3 de julho de 2013

    Foto: Zeta Ophiuchi, a “destruidora de mundos”

    Foto: Zeta Ophiuchi, a “destruidora de mundos”

    Por  em 19.12.2012 as 13:00
    Um monstro viaja pelo espaço: a estrela Zeta Ophiuchi, seis vezes mais quente, oito vezes mais larga, 20 vezes mais massiva e 80 mil vezes mais brilhante que o sol se desloca a uma velocidade igualmente impressionante de 24 quilômetros por segundo, ou seja, 86.400 km/h.
    A imagem acima, capturada pela NASA usando o Telescópio Espacial Spitzer, mostra a gigantesca estrela azul avançando sobre uma grande cortina de poeira espacial. Conforme se move, Zeta Ophiuchi emite fortíssimos ventos estelares, que carregam partículas de gás quente meio ano-luz à frente – “quase 800 vezes a distância entre o sol e Plutão”, segundo a NASA. “A velocidade dos ventos, somada ao movimento supersônico da estrela, resulta na espetacular colisão que vemos aqui”. Não é por acaso que a nuvem se desloca diante da estrela.
    O encontro entre o vento estelar e corpos espaciais é chamado de choque em arco (“bow shock”, em inglês) e normalmente emite luz visível mas, neste caso, por causa da cortina de poeira estelar, apenas certas ondas infravermelhas foram captadas pelo telescópio Spitzer.
    Felizmente, a monstruosa Zeta Ophiuchi está viajando a cerca de 370 anos-luz da Terra – com tamanha potência, não seria nada bom se ela resolvesse passar perto do nosso sistema solar.[Gizmodo] [NASA]

    quinta-feira, 27 de junho de 2013

    Três planetas habitáveis são descobertos orbitando uma estrela-mãe

    Por  em 26.06.2013 as 15:57
    Artist's impression of the Gliese 667C system
    Um estudo de colaboração internacional descobriu três planetas potencialmente habitáveis – um recorde – orbitando a mesma estrela.
    Estudos anteriores haviam sugerido que uma estrela próxima à Terra, Gliese 667C, tinha três planetas em sua órbita, dos quais apenas um podia suportar a vida. Localizada a cerca de 22 anos-luz de distância, Gliese 667C faz parte de um sistema de três estrelas – a vizinhança é uma das mais populosas do planeta.
    Agora, Guillem Anglada-Escudé da Universidade de Göttingen, na Alemanha e seus colegas reanalisaram os dados originais e adicionaram novas observações. Eles encontraram, na realidade, evidências de até sete planetas nesse sistema, incluindo três rochosos na zona habitável da estrela, onde as temperaturas são adequadas para a vida como a conhecemos.
    “Cinco [dos planetas] foram solidamente detectados por qualquer padrão”, explica Anglada-Escudé. “Isso inclui todos os três candidatos da zona habitável”.
    Esta é a primeira vez que três planetas de baixa massa são vistos na zona habitável de um mesmo sistema de estrelas, e é improvável que os astrônomos encontrarão mais– a região em torno de Gliese 667C já está lotada, o que torna impossível para outro planeta orbitar de forma estável.
    “O número de planetas potencialmente habitáveis em nossa galáxia é muito maior se pudermos esperar encontrar vários deles em torno de cada estrela – em vez de olhar para 10 estrelas, podemos olhar para apenas uma e encontrar vários deles”, argumenta Rory Barnes, da Universidade de Washington (EUA).
    original

    Alienígenas visitando alienígenas visitando alienígenas

    A equipe usou três espectrógrafos diferentes que podem detectar estrelas e planetas para observar o sistema. Gliese 667C é a estrela mais fraca do sistema triplo. Da superfície dos planetas em órbita em torno de Gliese 667C, as duas estrelas mais brilhantes seriam tão brilhantes quanto a lua cheia à noite e ainda brilhariam visivelmente durante o dia.
    Os cinco sinais mais fortes registrados pela equipe foram de planetas com 1,94 a 5,94 vezes a massa da Terra e menores que Netuno, o que os fez sugerir que são rochosos.
    Três estão dentro do que chamamos de zona habitável da estrela (uma órbita do tamanho de Mercúrio em torno do sol), uma distância adequada para garantir elementos como temperatura e água líquida para suportar a vida. Gliese 667C é mais fria e menos brilhante do que o nosso sol, o que torna possível para planetas com órbitas próximas permanecerem nesta zona.
    Estes três mundos estão perto o suficiente um do outro para que qualquer vida inteligente lá com capacidade de construir foguetes possa facilmente visitar seus vizinhos. “Foguetes maiores os levariam muito rapidamente de um planeta para o outro – um a dois meses, no máximo”, diz Anglada-Escudé.
    O próximo passo é encontrar uma forma de observar esses mundos à procura de sinais de vida – supondo que o novo trio de planetas habitáveis é mesmo real. Em 2010, dois pesquisadores foram aclamados e criticados quando alegaram ter encontrado o primeiro planeta rochoso potencialmente habitável em torno da estrela Gliese 581 – uma descoberta que outros não foram capazes de confirmar.
    Mas Anglada-Escudé não está preocupado: “Nós fizemos questão de ter muito cuidado e certeza neste momento”.[NewScientistHuffington]
    Como é o pôr-do-sol da Terra, e como seria nos três planetas da zona habitável da estrela
    Como é o pôr-do-sol da Terra, e como seria nos três planetas da zona habitável da estrela