quinta-feira, 23 de maio de 2013

ESTRELA GÊMEA SOLAR É DESCOBERTA POR CIENTISTAS BRASILEIROS


ESTRELA GÊMEA SOLAR É DESCOBERTA POR CIENTISTAS BRASILEIROS

Estrela gêmea solar é descoberta por cientistas brasileiros
Uma estrela gêmea solar, chamada CoRot Sol 1, foi descoberta por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). De acordo com a equipe envolvida, ela é a mais distante da Via Láctea e possui massa e composição química semelhantes às do Sol. Espera-se que, a partir disso, seja possível estudar como será a evolução da nossa estrela e testar teorias sobre o Sol.
Apesar de serem parecidas, as duas estrelas apresentam algumas diferenças. A CoRoT Sol 1 tem aproximadamente 2 bilhões de anos a mais do que o Sol e conta com um brilho 200 vezes mais fraco. Contudo, o período de rotação das duas é praticamente o mesmo.Estrela gêmea solar é descoberta por cientistas brasileiros Os dados foram registrados pelo satélite CoRoT, lançado em 2006 e operado no Havaí. O estudo sobre a estrela gêmea solar será publicado em breve pela revista Astrophysical Journal Letters. A equipe de cientistas responsável pelo anúncio é composta por José Dias do Nascimento, da UFRN, que lidera o grupo; Jefferson Soares Costa e Matthieu Castro, também da UFRN; Yochi Takeda, do Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ); Gustavo Porto de Mello, do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Jorge Melendéz, da Universidade de São Paulo (USP). 
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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Qual é o propósito do universo?


Por  em 5.02.2013 as 15
original
Se você ficar acordado à noite pensando no sentido do universo, provavelmente acabará em um manicômio. Por que o espaço, as estrelas, os planetas, nós existimos? Qual o objetivo de tudo isso?
Eis uma pergunta que tem as mais variadas respostas – geralmente filosóficas. Sob a ótica científica, no entanto, há uma teoria interessante que dá uma espécie de “razão de ser” para o nosso universo e todos os objetos que flutuam nele. Se ela for verdade, significa que ele não passa de um gerador de buraco negro, ou um meio de produzir quantos universos bebês for possível.
A teoria, chamada de Seleção Natural Cosmológica (Cosmological Natural Selection), foi conjurada por Lee Smolin, pesquisador do Instituto Perimeter de Física Teórica e professor adjunto de física da Universidade de Waterloo, ambos no Canadá.
woodsman
A ideia proposta por Smolin gira em torno do fato de que os processos darwinianos se aplicam mesmo à extrema macroescala do universo e a entidades não biológicas. Como o universo é uma potencial unidade de replicação, o cientista sugere que é sujeito a pressões seletivas. Por conseguinte, quase tudo o que o universo faz é voltado para a replicação.
“É um cenário que explica como as leis da natureza são escolhidas”, disse Smolin. “Se a minha teoria for verdade, esses parâmetros no nosso universo são voltados para maximizar o número de buracos negros feitos”.
Os buracos negros e suas singularidades cosmológicas são centrais para a teoria de Smolin. Estas são regiões do espaço-tempo nas quais as quantidades utilizadas para medir os campos gravitacionais ou de temperatura tornam-se infinitas, e a relatividade geral deixa de ser útil.
Inner Turmoil of Growing Galaxies
A relatividade geral clássica diz que uma singularidade existe dentro de cada buraco negro. Mas tanto a teoria das cordas quanto a gravidade quântica sugerem que as singularidades de buracos negros podem ser eliminadas – e quando isso acontece, pode ser possível descrever a evolução futura da região do espaço-tempo dentro dele.
“Tudo o que cai em um buraco negro não atinge a singularidade cosmológica e para de evoluir, de modo que o tempo simplesmente chega ao fim – o tempo continua e tudo o que caiu no buraco negro teria um futuro, e essa região é o que chamamos de um universo bebê”, explica Smolin.
Estes universos bebês são imunes a tudo o que acontece nos “universos pais”, incluindo inflação eterna e sua morte térmica. E, como a teoria de Darwin sobre a variação e seleção, Smolin também supõe que universos bebês são um pouco diferentes dos pais. Por sua vez, essa “mutação” cosmológica – em que os parâmetros da natureza foram ligeiramente modificados – pode resultar em um novo universo que é melhor ou pior em termos de capacidade de replicação.
Por exemplo, se a constante cosmológica e velocidade da luz forem um pouco diferentes, ou se a lei da gravidade se tornar muito fraca ou forte, o novo universo poderia ser subótimo em sua capacidade de fazer grandes quantidades de estrelas de grande massa. Em tal universo, a matéria pode não ser capaz de fundir-se em estrelas, ou pode ser incapaz de formar galáxias.
Neste modelo, um universo “adequado”, portanto, seria um que evoluísse de tal forma que a sua capacidade de produzir buracos negros fosse otimizada. E isso pode explicar porque observamos um universo que produz estrelas gigantes – cada uma é uma tentativa de fazer um universo bebê.
A ideia da variação cosmológica, no entanto, é pura conjectura. “É uma hipótese”, admite Smolin.
Mas a teoria das cordas pode ser um mecanismo potencial para explicá-la. “Ela descreve uma paisagem de diferentes parâmetros cosmológicos, transições de fase diferentes, e isso é quase exatamente o tipo de exemplo que eu tinha em mente quando tentei explicar a variação das constantes”, disse.
Smolin também não sabe quantos universos bebês cada buraco negro é capaz de produzir, mas suspeita que seja um por buraco negro. “A resposta vai depender da teoria quântica da gravidade”, explica.

Vida humana: acidente?

Se o propósito do universo é criar o máximo de universos bebês possível, a vida humana é apenas um acidente? Os seres humanos e todos os outros organismos são um mero epifenômeno, um espetáculo à parte de um processo muito maior?
“Se a hipótese da seleção natural cosmológica for verdadeira, então a vida – e o universo sendo amigável à vida – é uma consequência do universo ser bem adequado para a produção de buracos negros, produzindo muitas, muitas estrelas massivas”, disse Smolin, com ênfase no “se”.
Outros cientistas argumentam, inversamente, que o universo é assustadoramente biofílico, ou seja, que as leis da natureza parecem ser orientadas para a vida. Alguns até sugerem que essa é a finalidade do universo – gerar organismos biológicos (a hipótese do biocosmo).
Da mesma forma, os filósofos trazem à tona o Princípio Antrópico – a noção de que qualquer análise do universo e do que acontece dentro dele PRECISA levar em conta a presença de observadores (ou seja, vida inteligente). Sob essa ótica, estamos sujeitos a um efeito de seleção observacional, argumentam eles, o que significa que só podemos observar um universo que é amigável à vida.
Smolin, por outro lado, deixa essas linhas de argumentação de lado, dizendo que os cosmólogos devem estudar e compreender as propriedades do universo de uma forma que não o conecte a vida.
Segundo ele, o Princípio Antrópico é incapaz de fazer uma previsão falsificável para qualquer tipo de experimento testável (uma teoria só é científica se existe a possibilidade de serem concebidos testes que provem que é falsa, ou seja, se é falsificável), enquanto a seleção natural cosmológica é capaz exatamente disso.
Além do mais, as leis do universo podem ser explicadas sem referência alguma a vida. Não é uma coincidência que vivemos em um mundo que tem muito carbono e oxigênio, segundo Smolin: a presença destes elementos aparentemente adequados à vida tem uma explicação perfeitamente boa fora do paradigma biofílico. Esses, por exemplo, criam as condições necessárias para a formação eficiente de estrelas suficientemente grandes que formam buracos negros.

Críticas

A teoria de Smolin parece extraordinária, mas não passou longe das críticas de outros cientistas.
O cosmólogo Joe Silk, por exemplo, diz que o universo que observamos está longe de ser um produtor ideal de buracos negros. Ele especula que outras “versões” de universo poderiam fazer um trabalho muito melhor nisso.
Da mesma forma, Alexander Vilenkin argumenta que a taxa de formação de buracos negros pode ser melhorada através do aumento do valor da constante cosmológica. Segundo ele, Smolin está errado em teorizar que os valores atuais de todas as constantes da natureza são perfeitamente ajustados para maximizar a produção de buracos negros.
Já Ruediger Vaas reclama que o primeiro erro de Smolin foi fazer analogias com processos darwinianos. A aptidão dos universos de Smolin não é limitada pelo ambiente, mas pelo número de buracos negros. Além disso, embora os universos de Smolin tenham taxas de replicação diferentes, elas não competem entre si, o que ele considera um componente crucial de qualquer processo darwiniano.
Segundo o professor de física teórica da Universidade de Stanford (EUA) Leonard Susskind, Smolin acredita que as constantes da natureza são determinadas pela sobrevivência do mais forte – o mais apto a se reproduzir -, que as propriedades que levam a maior taxa de reprodução dominarão a população de universos, e que a probabilidade esmagadora é que vivemos em tal universo – mas essa lógica pode levar a conclusões ridículas. No caso da inflação eterna, levaria à previsão de que nosso universo tem a constante cosmológica máxima possível, já que a taxa de reprodução não é nada a não ser a taxa de inflação.
Smolin conhece essas objeções e disse que muitas dessas preocupações foram abordadas em seu livro, “A Vida do Cosmos” (publicado no Brasil pela editora UNISINOS), e que seu próximo livro, “Time Reborn: From the Crisis in Physics to the Future of the Universe” (em tradução livre, algo como “Tempo de renascer: da crise na física ao futuro do universo”), vai também enfrentar muitas dessas questões.
“Minha impressão é que minha ideia ainda não foi refutada, embora várias pessoas tenham tentado”, disse. “Isso não significa que é verdadeira, mas que resistiu a tentativas de falsificá-la”.
De acordo com Smolin, a parte mais importante da sua reivindicação é que é um argumento científico. “A ideia em si não é a coisa mais importante. Ela instancia uma reivindicação geral de que, se você quiser explicar o universo, uma das coisas que você vai ter que explicar é por vemos certas leis da natureza, e não outras. A alegação que estou fazendo é que esta questão pode ser de fato respondida cientificamente – uma alegação que vai nos levar em direção a uma maneira de fazer previsões para ver se as leis da natureza não são fixas, mas evoluem. Esse é o ponto chave para mim”, conclui.[io9,

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Buraco negro é flagrado engolindo planeta gigante pela primeira vezPor em 7.04.2013 as 14:00

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Como praticamente todas as galáxias do universo, a galáxia NGC 4845 tem um buraco negro central. Nas últimas décadas, porém, esse buraco negro parecia adormecido, já que não dava sinais de atividade.
Isso mudou recentemente, quando os cientistas flagraram o buraco negro no processo de comer um pequeno lanche. Pequeno, neste caso, se refere a um planeta maior que Júpiter.
“A observação foi completamente inesperada para uma galáxia que aparentava tranquilidade por pelo menos 20 a 30 anos”, disse o principal autor do estudo, Marek Nikolajuk.
Tão inesperada, de fato, que os astrônomos não estavam sequer olhando para a NGC 4845 quando fizeram a descoberta.
Eles estavam usando tecnologia da ESA (agência espacial europeia) para observar uma outra galáxia, mas a NGC 4845, a 47 milhões de anos-luz de distância da Terra, estava em seu campo de visão. Então, quando os cientistas notaram chamas de raios-X brilhantes provenientes da galáxia, rapidamente voltaram sua atenção para ela. Dessa maneira, eles foram capazes de registrar este raro evento astronômico.
Pesquisadores da Universidade de Genebra (Suíça) analisaram os dados coletados pela equipe e viram o brilho de luz do buraco negro no centro da NGC 4845, que tem uma massa mais de 300.000 vezes maior que o nosso sol.
Quando algo é puxado para dentro de um buraco negro, o calor e a pressão de tal evento convertem tudo o que foi “engolido” – estrela ou planeta – em gás de alta energia.
À medida que os gases são absorvidos pelo buraco negro, a energia a partir deles é libertada como raios-X. Assim, quando os cientistas observaram as chamas, recorreram ao XMM-Newton da ESA, instrumento utilizado por astrônomos para detectar fontes de raios-X de todo o universo.
Eles examinaram o fenômeno e determinaram que a massa do planeta sendo devorado pelo buraco negro era de cerca de 14 a 30 vezes a de Júpiter – o que significa que ou era um gigante gasoso muito grande, ou uma anã marrom (corpo mais volumoso que um planeta, mas não grande o suficiente para iniciar o processo de fusão de uma estrela).
O estudo também mostrou que este buraco negro gosta de brincar com a comida: a forma como a emissão se iluminou e decaiu mostra que houve um atraso de dois a três meses entre o objeto ser desintegrado e o aquecimento dos restos desse lanchinho na vizinhança do buraco negro.
“Esta é a primeira vez que vimos a desintegração de um objeto subestelar por um buraco negro”, disse o pesquisador Roland Walter. “Estimamos que somente suas camadas externas foram comidas, ou cerca de 10% da massa total do objeto, e que um núcleo denso foi deixado em órbita no buraco negro”.[Forbes, ABC]
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sábado, 6 de abril de 2013


(Grupo de Observação Astronômico de Santo André - G.O.A.S.A). "É uma lenda achar que a astronomia favoreça uma visão atéia do mundo; nosso trabalho demonstra que é possível fazer ciência seriamente e acreditar em Deus"

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Os Cientistas Advertem Io: Seus Vulcões Estão no Lugar Errado


A lua Io de Júpiter é a o mundo mais ativa vulcanicamente falando no nosso Sistema Solar, com centenas de vulcões, alguns emitindo fontes de lava a mais de 250 milhas de altura. Contudo, concentrações de atividade vulcânica estão significantemente deslocadas de onde elas eram esperadas de estarem acontecendo, de acordo com os modelos que predizem como o interior da lua é aquecido, de acordo com pesquisadores da NASA e da Agência Espacial Europeia.

Io está presa numa guerra de forças entre a gravidade massiva de Júpiter e as menores, porém precisas forças exercidas por suas duas luas vizinhas que orbitam o planeta Júpiter de uma distância maior, Europa e Ganimedes. Io orbita Júpiter a uma velocidade maior do que essas outras luas, completando duas órbitas enquanto Europa completa uma e quatro órbitas enquanto Ganimedes faz uma apenas. Esse período regular significa que Io sente a força gravitacional mais forte de suas luas vizinhas na mesma posição orbital, o que distorce a órbita de Io tornando-a ovalada. Isso, por sua vez, faz com que Io se flexione, à medida que se move ao redor de Júpiter.

Por exemplo, à medida que Io chega mais perto de Júpiter, a poderosa gravidade do planeta gigante deforma a lua em sua direção e então quando Io se move para pontos mais distantes, a força gravitacional diminui e a lua relaxa. A flexão da gravidade gera aquecimento de maré – da mesma forma que você pode aquecer um arame ao fazer movimentos de dobrá-lo de forma repetitiva, a flexão cria uma fricção no interior de Io, que gera um calor intenso que por sua vez alimenta o vulcanismo extremo de Io.


A questão é como exatamente esse calor de maré afeta o interior da lua. Alguns propõem que isso aquece o interior profundo de Io, mas a visão que prevalece é que a maior parte do calor ocorre dentro de uma camada relativamente rasa sob a crosta, chamada de astenosfera. A astenosfera é onde a rocha se comporta plasticamente, se deformando lentamente sob o calor e a pressão.

“Nossa análise suporta a visão que prevalece de que a maior parte do calor é gerado na astenosfera, mas nós encontramos que a atividade vulcânica está localizada entre 30 a 60 graus a leste de onde nós esperávamos encontra-la”, disse Christopher Hamilton da Universidad de Maryland, College Park. Hamilton, que é baseado no Goddard space Flight Center da NASA em Greenbelt, é o principal autor de um artigo publicado na edição de 1 de Janeiro de 2013 da Earth and Planetary Science Letters.

Hamilton e a sua equipe realizaram a análise espacial usando um novo mapa geológico global de Io, produzido por David Williams, da Universidade Estadual do Arizona, em Tempe, e seus colegas usaram dados da sonda da NASA. O mapa fornece o inventário mais compreensivo até hoje dos vulcões de Io, permitindo que padrões de vulcanismo possam ser explorados com um detalhe nunca antes conseguido. Assumindo que os vulcões estão localizados acima de onde a maior parte do calor interno ocorre, a equipe testou uma grande variedade de modelos do interior de Io comparando os locais de atividade vulcânica observada com os padrões previstos de aquecimento de maré.


“Nós realizamos a primeira análise estatística rigorosa da distribuição de vulcões no novo mapa geológico global de Io”, disse Hamilton. “Nós descobrimos um deslocamento sistemático para leste entre os locais observados e os previstos para os vulcões que não podem ser reconciliados com qualquer outro modelo de aquecimento de maré de corpo sólido existente”.

Existem várias possibilidades para explicar o deslocamento incluem uma rotação mais rápida que a esperada para Io, uma estrutura interior que permite que o magma viaje distâncias significantes de onde a maior parte do calor ocorre até os pontos onde ele é capaz de ser expelido na superfície, ou um componente perdido nos modelos existentes de aquecimento de maré, como maré de fluidos de um oceano de magma subterrâneo, de acordo com a equipe.

O magnetômetro a bordo da sonda da missão Galileo da NASA detectou um campo magnético ao redor de Io, sugerindo a presença de um oceano de magma global na subsuperfície. À medida que Io orbita Júpiter, ele se move dentro do vasto campo magnético do planeta. Os pesquisadores pensam que isso poderia induzir um campo magnético em Io se ele tivesse um oceano global de um magma eletricamente condutor.

“Nossas análises suportam o cenário de um oceano de magma global em subsuperfície como uma possível explicação para o deslocamento entre os locais previstos e observados para a posição dos vulcões em Io”, disse Hamilton. “Contudo, o oceano de magma de Io não seria como os oceanos na Terra. Ao invés de ser uma camada completamente fluida, o oceano de magma de Io provavelmente é mais esponjoso, com no mínimo 20 por cento de silicatos derretidos dentro de uma matriz de rocha que se deforma de forma vagarosa”.


O aquecimento de maré também é pensado como sendo o responsável pelos oceanos de água líquida que provavelmente existem abaixo da crosta congelada de Europa e da lua de Saturno, Encélado. Como a água líquida é um ingrediente para a vida, alguns pesquisadores propõem que a vida poderia existir nesses mares de subsuperfície se uma fonte de energia usável e um suprimento de matéria prima também estivessem presentes. Esses mundos são muito frios para suportar a água líquida em suas superfícies, assim, um melhor entendimento sobre como o aquecimento de maré trabalha poderia revelar como a vida poderia ser sustentada em lugares outrora inóspitos do universo.

“O inesperado deslocamento para leste da localização dos vulcões é uma pista que algo está perdido no nosso entendimento de Io”, disse Hamilton. “Por um lado esse é o nosso resultado mais importante. Nosso entendimento da produção do calor de maré e a sua relação com o vulcanismo em superfície ainda é incompleto. A interpretação de por que nós temos esse deslocamento e outros padrões estatísticos que nós observamos ainda está em aberto, mas eu acho que nós levantamos muitas novas questões, o que é bom”.

O vulcanismo de Io é tão extenso que ele tem sua superfície completamente renovada a cada milhão de anos aproximadamente, o que é na verdade extremamente rápido para a idade de 4.5 bilhões de anos do Sistema Solar.  Assim, para saber mais sobre o passado de Io, nós temos que entender a sua estrutura interior melhor, pois sua superfície é muito jovem para registrar a história completa, de acordo com Hamilton.

A pesquisa foi financiada pela NASA, o NASA Postdoctoral Program, administrado pela Oak Ridge Associated Universities e pela Agência Espacial Europeia.

fonte : http://goasa2013.blogspot.com.br

terça-feira, 19 de março de 2013


7 conceitos errados sobre alienígenas


Por  em 18.03.2013 as 17:00
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Incontáveis filmes, livros, desenhos e seriados de ficção científica criaram imagens extremamente variadas de alienígenas. Como (a princípio) nunca encontramos um de verdade, não há como desmentir essas imagens, certo? Não exatamente: combinando seus conhecimentos sobre a vida na Terra e sobre o espaço, astrobiologistas e outros pesquisadores imaginaram como seriam extraterrestres inteligentes – e eles não se parecem muito com aqueles que vemos em filmes de Hollywood.

7. Eles não virão “em paz”

Certa vez, o célebre físico Stephen Hawking disse que nossa tentativa de nos comunicarmos com alienígenas pode ser perigosa: “Eu acredito que o resultado seria muito similar ao da primeira vez em que Cristóvão Colombo veio à América, que não foi muito bom para os nativos americanos”.
E por que deveríamos supor esse comportamento agressivo? De acordo com Seth Shostak, astrônomo do Instituto SETI (sigla em inglês para Busca por Vida Extraterrestre Inteligente) em Mountain View (EUA), basta olhar para a própria raça humana, que ao longo de sua história vem usando violência para obter e proteger recursos e sobreviver – algo que poderia ser “necessário” em outros planetas. “Imagino que recursos sejam finitos em qualquer parte do universo”, explica Shostak.

6. Eles não nos colocaram aqui

Há quem acredite que a vida na Terra teria sido trazida por alienígenas – algumas pessoas têm teorias ainda mais específicas, como a de que o “planeta viajante” Nibiru (que nunca foi observado por astrônomos) teria trazido as primeiras formas de vida ao nosso planeta.
“Toda semana eu recebo e-mails dizendo que o Homo sapiens é resultado de uma intervenção alienígena”, conta Shostak. “Não tenho certeza de por que aliens estariam interessados em nos criar. Acho que as pessoas gostam de pensar que somos especiais”.

5. Eles são imunes a bactérias terrestres

Há muitas obras que retratam aliens como criaturas avançadas, porém incapazes de sobreviver a infecções na Terra. Há uma incoerência nessa ideia. “Formas de vida alienígenas não viriam aqui e seriam destruídas por nossas bactérias, a menos que fossem bioquimicamente relacionadas a humanos. Bactérias teriam de ser capazes de interagir com a bioquímica deles para serem perigosas, algo que não pode ser dado como certo”.

4. Eles não vão nos devorar

Partindo do mesmo pressuposto do tópico 3, faz sentido imaginar que aliens não seriam capazes de nos digerir, devido a grandes diferenças bioquímicas. E, provavelmente, sequer precisariam. “Uma sociedade capaz de realizar viagens interestelares teria resolvido seus problemas de desenvolvimento e não precisaria se alimentar de seres humanos”, aponta o astrônomo Jacob Haqq-Misra, da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA).

3. Eles não vão se reproduzir com humanos

Para criar seres “mestiços”, o código genético de aliens teria de ser compatível com o de humanos, algo altamente improvável. “Pense em como nós não conseguimos nos reproduzir com outras espécies na Terra, e olha que elas têm DNA. Seria como tentar se reproduzir com um carvalho”.

2. Eles não virão “pessoalmente”

Se mesmo entre humanos é comum usar máquinas para fazer o “trabalho sujo” (como satélites para explorar o espaço), por que com aliens seria diferente? É uma questão de eficiência – e, às vezes, de segurança.

1. Eles podem não existir

Considerando que o universo é “infinito”, a ideia de que só há “vida inteligente” na Terra soa improvável. Contudo, o próprio surgimento de vida terrestre é, até onde se sabe, um grande “golpe de sorte”, e nos diz pouco sobre as chances do mesmo acontecer em outros planetas.[Life's Little Mysteries]
http://hypescience.com/ fonte 

terça-feira, 12 de março de 2013


DESCOBERTO NOVO SISTEMA BINÁRIO PRÓXIMO DA TERRA

 
O telescópio WISE, da NASA, descobriu sistema binário de estrelas que assumiu o título do terceiro sistema estelar mais próximo da Terra.Sistema binário WISE J104915.57-531906
Ambas as estrelas do sistema binário recém-descoberto são anãs marrons, corpos conhecidos como “estrelas fracassadas”, já que não possuem massa suficiente para iniciar a reação fusão do hidrogênio em seu núcleo, como as estrelas normalmente fazem. Como resultado, as anãs marrons são frias e escuras, com um tamanho semelhante ao de Júpiter.
De acordo com Kevin Luhman, professor de astronomia e astrofísica da Universidade Penn State, EUA, a distância da Terra e o sistema binário de anãs marrons é de 6,5 anos luz – tão perto que as transmissões terrestres de televisão de 2006 estão chegando lá agora.
“Vai ser um excelente terreno de caça de planetas, já que o sistema está muito próximo da Terra. Isso torna muito mais fácil observar os planetas que orbitam as anãs marrons”, disse Luhman.
Anã marrom
Ilustração de uma anã marrom
O sistema binário foi denominado WISE J104915.57-531906, e foi descoberto através de observações em infravermelho. Está somente um pouco mais longe do que a estrela Barnard, que está a 6 anos-luz de distância de nós, e que foi descoberta em 1916. O sistema estelar mais próximo é Alfa Centauri, descoberto em 1839, a 4,2 anos-luz de distância. [NASA]


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sexta-feira, 1 de março de 2013

NASA descobre novo cinturão de radiação em torno da Terra

 
Um anel de radiação até então desconhecido pelos cientistas cercou a Terra no ano passado, antes de ser aniquilado por uma poderosa onda de choque interplanetária.
NASA descobre novo cinturão de radiação em torno da Terra
As sondas gêmeas Van Allen, da NASA, que estão estudando os cinturões de radiação da Terra, foram responsáveis pela descoberta – e por surpreender os astrônomos. A descoberta de um novo e temporário cinturão de radiação em torno de nosso planeta revela o quão pouco conhecemos sobre o espaço exterior, mesmo em regiões próximas.
Após a humanidade começar a explorar o espaço, a primeira grande descoberta aconteceu em 1958 – o Cinturão de Van Allen, uma região onde ocorrem diversos fenômenos atmosféricos por causa da concentração de partículas no campo magnético do planeta.
Acreditava-se que esse cinturão consistia em dois anéis: uma zona interior composta por elétrons e íons positivos de alta energia que se mantém estável ao longo de vários anos ou décadas; e uma zona exterior, composta por elétrons de alta energia cuja intensidade oscila ao longo de algumas horas ou dias, sendo fortemente influenciada pelo vento solar, um fluxo de radiação proveniente do Sol.
A descoberta de um novo cinturão de radiação temporário obriga os cientistas a rever o modelo que explica o Cinturão de Van Allen.
As quantidades gigantescas de radiação do Cinturão de Van Allen podem representar sérios riscos para satélites. Para saber mais sobre eles, a NASA lançou duas sondas gêmeas (apelidadas de Van Allen), no verão de 2012.
Os satélites estavam armados com uma série de sensores para analisar cuidadosamente partículas energéticas, campos magnéticos e ondas de plasma no cinturão com sensibilidade e resolução sem precedentes.
Inesperadamente, as sondas revelaram um novo cinturão de radiação ao redor da Terra – uma faixa de elétrons altamente energéticos embutida no Cinturão de Van Allen, localizada entre 19.100 e 22.300 acima da superfície do planeta. Essa faixa deve ter se formado no dia 02 de setembro e durou 4 semanas, desaparecendo complemente no dia 01 de outubro, interrompida por uma onda de choque interplanetária causada pelo aumento na velocidade dos ventos solares.
Ainda não se sabe como esse cinturão surgiu, e futuros estudos do Cinturão de Van Allen podem revelar se essas faixas são comuns ou raras. [Space]

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